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Desenvolvimento

Um dos profissionais de desenvolvimento WEB que estão sendo mais procurados no momento é o Fullstack. Mas o que vem a ser este tipo de desenvolvedor, quais suas atuações e conhecimentos necessários?

Um pouco de história

Para respondermos estas questões, precisamos lembrar um pouco do histórico do desenvolvimento WEB. Em seu início, eram desenvolvidos apenas página WEB, ou páginas HTML (como eram comumente chamadas), e os sites (um conjunto de páginas), ou seja, apenas o HTML era utilizado.

Em pouco tempo o Javascript (que tem uma história interessante também), se juntou ao HTML, para “dinamizar” as páginas e sites.

Como aumento do interesse de diversos setores na Internet, começam a surgir os “Portais”, sites de entrada, onde o usuário, teoricamente, iniciaria sua “navegação”.

No Brasil os mais conhecidos foram o Terra, UOL, BOL, IGUI, entre outros. Com isso foi necessários recursos ou programação no Servidor ou Provedor de Internet.

De forma geral, nos pequenos sites, quem efetuava a programação necessária era um profissional da empresa que lhe fornecia o acesso ou a “hospedagem” da página ou site, conhecido como Webmaster. As linguagens utilizadas eram Perl e C.

Evolução dos problemas e soluções

Com o aumento da complexidade das páginas, sites e portais, a necessidade de acesso a Banco de Dados, começam a surgir os primeiros comércios eletrônicos, surgem linguagens como PHP, e técnicas como ASP, utilizando o ActiveX inicialmente, e JSP, com Java.

Para tornar as páginas, sites e portais com visual mais elaborado surge o CSS. Novas técnicas, ferramentas, evoluções de linguagens e bibliotecas surgem para atender uma complexidade cada vez maior das aplicações para Internet (WEB). Os frameworks, ambientes de desenvolvimento, visando aumentar a produtividade começam a surgir para o desenvolvimento WEB. O desenvolvimento de aparelhos, dispositivos, que podem exibir páginas e sites da Internet, móveis, os Smartphones, também promovem sua “revolução” no processo de desenvolvimento WEB.

O desenvolvimento WEB se torna mais complexo, mais interligado, algumas empresas apostam que os programas Desktop (que “rodam” no computador) serão substituídos por sistemas na Internet.

Como é comum em muitas áreas, o aumento da complexidade, do número de técnicas e metodologias, linguagens e etc., acaba “forçando” uma especialização dos profissionais de desenvolvimento WEB em duas áreas básicas.

O Profissional Front-End

O Front-End, ou se adotarmos o jargão dos Sistemas Cliente-Servidor, o Client-side, que vem a ser o desenvolvimento da interface com o usuário (UI), que no caso do desenvolvimento WEB vai “rodar” no navegador, ou browser, ou seja, na máquina ou dispositivo do usuário.  Basicamente, numa visão simplista, são as páginas ou sites da Internet.

O profissional que trabalha com neste tipo de desenvolvimento, utiliza HTML, CSS e JS, mas não apenas estas tecnologias. É importante o conhecimento de algumas bibliotecas de apoio, como jQuery (uma das mais conhecidas), Node.js e Angular.js, e de alguns frameworks com suporte a responsividade (o ajuste do site a tela do dispositivo de exibição) como Bootstrap e Materialize, os mais conhecidos, Foundation e Pure, entre outros. Alguns frameworks mais completos, indo além da parte apenas visual, como o Vue.js, React, Angular e MEAN.

Todos em constante evolução e sempre surgindo novas tecnologias.

Conhecer ferramentas de edição de imagens, pelo menos o básico é fundamental, um maior conhecimento pode ser desejável.

Logo, este perfil de profissional é especializado em criar a UI (User Interface – Interface com o Usuário), conhecendo conceitos de usabilidade, e mais recentemente, a UX (User eXperience – Experiência do Usuário), que envolve o lado emocional do usuário.

Achou complicado?! Não se assuste, você não precisa aprender tudo de uma única vez, e um aprendizado sistemático, algumas das técnicas, ferramentas ou frameworks, após aprendidos, ajuda no aprendizado de outro, pelo simples uso do mesmo “mecanismo” básico. Podemos citar como exemplo o Bootstrap e o Materialize, possuem suas características e sintaxe próprias, mas tendo um núcleo comum, facilita a migração do desenvolvedor.

No nosso próximo artigo falaremos da outra área básica do desenvolvimento WEB.

Autor: MD Virtual Academy

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